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Segunda-feira, 25 de Maio 2026
O dia em que um garoto australiano de 12 anos brigou com a mãe e viajou sozinho para a Indonésia
Curiosidades

O dia em que um garoto australiano de 12 anos brigou com a mãe e viajou sozinho para a Indonésia

O garoto enganou a avó, comprou um pacote de quatro dias e foi se divertir em Bali

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Numa história que parece ter saído de um filme, um jovem de apenas 12 anos surpreendeu a todos com uma atitude verdadeiramente fora do comum depois de receber uma resposta negativa da mãe. Esse garoto, a quem chamaremos de Drew para preservar sua identidade, não se deixou abater pela negativa e tomou uma decisão ousada: pegou o cartão de crédito da família e usou-o para comprar uma viagem de quatro dias da Austrália para Denpasar, a principal cidade da ilha de Bali, na Indonésia.

Drew planejou cada detalhe meticulosamente, demonstrando uma maturidade e astúcia surpreendentes para sua idade. Para garantir que seu plano desenrolasse sem contratempos, ele enganou sua avó para conseguir seu passaporte e preparou uma mala com roupas leves, adequadas para o clima tropical de Bali. Em vez de ir para a escola naquela manhã, Drew pegou um trem até o aeroporto, onde realizou o check-in por meio dos totens de autoatendimento e passou pela segurança sem despertar qualquer suspeita.

O que é ainda mais notável é que Drew descobriu uma brecha surpreendente nas regulamentações de viagem. Ele percebeu que, com um passaporte válido e sua carteirinha da escola, ele podia embarcar em voos de várias companhias aéreas sem a necessidade de uma carta de autorização de seus pais. Essa informação o ajudou a concretizar seu plano audacioso.

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A única vez em que a situação ficou um pouco tensa foi quando Drew chegou à alfândega em Bali. No entanto, o garoto conseguiu persuadir com sucesso os policiais de imigração ao afirmar que sua mãe o aguardava do lado de fora. Sua lábia e confiança impressionaram a todos.

Uma vez em Bali, um destino que Drew já conhecia devido a viagens anteriores com sua família, ele alugou uma motocicleta, apesar de não possuir carteira de motorista, e explorou a cidade. Sua coragem foi ainda mais longe, pois ele até comprou cerveja, aproveitando ao máximo sua estadia na ilha. Drew fez o check-in no hotel All Seasons, alegando que sua suposta irmã chegaria posteriormente.

De volta à Austrália, sua família estava extremamente preocupada com seu paradeiro e prontamente alertou as autoridades locais. A polícia iniciou uma busca para rastreá-lo. Usando fotos de Drew que foram compartilhadas online, as autoridades conseguiram localizá-lo em Bali, o que levou seus pais a fazerem a jornada até a Indonésia para trazê-lo de volta para casa. O custo total dessa incrível aventura de Drew foi de US$ 6.100, o equivalente a cerca de R$ 21 mil, de acordo com a taxa de câmbio vigente.

O que torna essa história ainda mais surpreendente é que essa não foi a primeira tentativa de Drew de fugir de casa. Segundo informações do portal, sua primeira tentativa ocorreu quando ele tinha apenas 2 anos de idade, embora tenha sido encontrado perto de casa, no parque do bairro, naquela ocasião. Isso apenas ressalta a determinação e a audácia desse jovem aventureiro.

Que avaliação é possível fazer sobre isso?

Conversamso com alguns psicólogos para entender um pouco mais sobre o comportamento de uma criança de 12 anos que pega o passaporte, engana a família e viaja sozinha para outro país. É importante notar que cada caso é único e requer uma avaliação cuidadosa das circunstâncias específicas e da história da criança. No entanto, aqui estão algumas considerações gerais analisadas:

  1. Falta de Limites e Supervisão: Um psicólogo pode sugerir que esse comportamento pode ser indicativo de falta de limites e supervisão por parte dos pais ou responsáveis. Se a criança sente que pode realizar uma ação tão audaciosa sem ser detectada, isso pode ser um sinal de que ela não conhece ou não respeita limites adequados.

  2. Necessidade de Atenção: Às vezes, as crianças realizam comportamentos extremos como uma forma de chamar a atenção. Se a criança está se sentindo negligenciada, ignorada ou sozinha, ela pode recorrer a atos drásticos para atrair a atenção da família.

  3. Problemas Emocionais ou Psicológicos: Um psicólogo também pode considerar se a criança está enfrentando problemas emocionais ou psicológicos que a levaram a tomar essa decisão. Ela pode estar passando por estresse, ansiedade, depressão ou outros problemas que precisam ser abordados.

  4. Maturidade e Desenvolvimento: A maturidade e o desenvolvimento da criança desempenham um papel importante. Algumas crianças amadurecem mais rapidamente do que outras, mas a maioria das crianças de 12 anos ainda não possui a capacidade de tomar decisões responsáveis e seguras em uma situação tão complexa.

  5. Comunicação Familiar: O psicólogo pode explorar a qualidade da comunicação e do relacionamento entre a criança e a família. Um ambiente em que a criança não se sinta à vontade para compartilhar seus pensamentos, sentimentos e preocupações pode contribuir para comportamentos de fuga.

  6. Intervenção Profissional: Dependendo da avaliação, o psicólogo pode recomendar intervenções profissionais, como terapia individual ou familiar, para ajudar a criança e a família a abordar as questões subjacentes que levaram a esse comportamento.

É importante ressaltar que não há uma única resposta definitiva para o motivo pelo qual uma criança age dessa forma, e a avaliação de um psicólogo é essencial para entender as causas subjacentes e desenvolver um plano de intervenção apropriado. Além disso, os pais ou responsáveis também podem se beneficiar de orientação e apoio para lidar com essa situação e melhorar o relacionamento com a criança.

FONTE/CRÉDITOS: Zeka Bocardi
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Divulgação

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